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Locação integrada às soluções para as cidades

Locação integrada às soluções para as cidades

por ABLA NOTICIAS

Falar em mobilidade urbana é tratar de um assunto que ainda precisa ser decifrado para que as soluções propostas pelos especialistas passem da prancheta para a prática. As grandes montadoras se debruçam sobre o assunto e buscam soluções que vão além do que podemos imaginar.

A Audi, por exemplo, anunciou uma parceria em São Paulo em que os luxuosos SUV da marca estarão conectados a um serviço de helicóptero. O conceito é que até mesmo as viagens aéreas estarão integradas ao modelo de mobilidade urbana.

Locadoras de veículos não prometem o céu, mas estão definitivamente inseridas nessa tendência de unir diferentes modais para proporcionar economia para as cidades e conforto ao ir e vir da população.

No que se refere à economia, todo esforço é válido para amortecer o prejuízo causado pelo tempo perdido no trânsito, que chega a R$ 40 bilhões por ano, segundo estudo da FGV.

Outra pesquisa, feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) para a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostra que o brasileiro gasta, em média, 40 dias no trânsito para se deslocar em atividades ligadas ao trabalho, consultas médicas, estudos e lazer.

Veículos alugados são uma moderna e prática forma de compartilhamento que, dessa forma, podem contribuir para que o tráfego não seja um fator de desgaste e perda de valioso tempo produtivo.

Para estimular que mais usem carros alugados, as locadoras precisam estar atentas e oferecer serviços dedicados a esse público. Trata-se de conceber alternativas para que as frotas das locadoras sejam mais utilizadas com esse objetivo.

A oportunidade existe: um estudo feito na Europa, que já possui uma conscientização mais avançada sobre mobilidade, indicou que ainda hoje 75% dos carros são conduzidos por apenas uma pessoa. No Brasil, esses índices podem ser ainda maiores.

É necessário entender que todos os modais disponíveis nas grandes cidades são complementares – e não competidores ou excludentes. E essa complementariedade está próxima de se concretizar nas maiores cidades brasileiras, onde haverá grandes oportunidades para o ambiente de mobilidade como serviço.