Planejamento e tomada de decisões

por ABLA NOTICIAS

por Fernanda Reda

 

Muito se discute sobre as mudanças decorrentes das inovações tecnológicas e sua consequência mais evidente: a “disrupção” do atual sistema empresarial. Diante dessa realidade, o desafio imposto é como criar as habilidades necessárias para gerenciar as empresas no futuro.

Um dos fatores determinantes é a revolução digital. Tim Kobe, CEO e fundador da Eight, Inc., empresa americana de design estratégico, diz que ‘para a geração Z a revolução digital é como oxigênio, não se discute’. E é nesse contexto de transformação, de um conjunto massivo de tecnologias “disruptivas” e de novas gerações de profissionais, que as empresas precisam redefinir o papel exercido pelos líderes no dia a dia.

De imediato, é preciso entender que a teoria do planejamento não está puramente ligada à prática organizacional, embora sua importância enquanto forma de gestão seja amplamente divulgada no universo empresarial. E é exatamente tal ferramenta de gestão, o planejamento orçamentário, a maneira mais eficaz de se preparar para eventuais volatilidades econômicas, enquanto simultaneamente os objetivos de rentabilidade de curto prazo são perseguidos.

De maneira resumida, o processo de estruturação de um planejamento orçamentário começa pelo conhecimento do negócio, abrangendo visão corporativa, missão da empresa e os objetivos finais. É imprescindível um diagnóstico rotineiro e atual dos ambientes internos e externos nos quais a organização está inserida, pois trata-se da ferramenta estratégica que possibilita a gestão de todos os recursos financeiros de uma organização, incluindo estimativas de entradas e saídas, para nortear tomadas de decisão e ações a serem executadas.

Por meio  da análise e gestão do planejamento é possível traçar a direção da empresa, acompanhar os resultados a serem alcançados e, quando necessário, mudar a direção para que os objetivos finais sejam obtidos. O plano de ação decorrente da análise do planejamento orçamentário deve ser constantemente revisado, em conjunto com as principais gerências e diretorias da empresa, visando qualificação e treinamento das equipes, além da diminuição de custos e aumento da rentabilidade nas rotinas de trabalho.

As empresas que não obtiverem um planejamento orçamentário que consiga promover agilidade, flexibilidade organizacional e redução de custos, sofrerão com falta de competividade, oriunda essencialmente da falta de conhecimento de seus recursos e processos. O orçamento deve ser o processo de estabelecer e coordenar objetivos de todas as áreas, de forma que todos trabalhem em busca de um retorno sustentável e planejado.

Vale dizer que as necessidades de  pensar estrategicamente e controlar os recursos jamais poderão  ser exercidas por máquinas ou robôs, muitas vezes apontados como substitutos diretos dos seres humanos na cadeia produtiva. Klaus Schwab, autor do livro ‘A Quarta Revolução Industrial’, pontua que o talento, mais do que o capital, irá representar o fator crítico de sucesso da produção e prestação de serviço. Assim, as informações provenientes de sistemas tecnológicos são, de fato, valiosas ferramentas de gestão que devem ser trabalhadas como forma de avaliação da saúde financeira da empresa, mas os talentos e a capacidade de retê-los seguirão como os fatores mais determinantes para o progresso.

 

Fernanda Reda é diretora da M&M Rent a Car