A ABLA é reconhecida pelos seus valores que são fortalecidos a cada ano de atuação e também pela gama de benefícios gerados a locadoras e clientes, além de conquistas que têm se refletido em crescimento real do setor. O modelo administrativo, profissionalizado, coloca a entidade em posição de vanguarda, assim como outras grandes entidades de classe, referentes aos mais variados setores de atividade. Assim como a ABLA, Única (setor sucroalcooleiro), Sindicato dos Fabricantes de Brinquedos, Eletros (fabricantes de eletroeletrônicos), Abecitrus (produtores de sucos naturais) e Pró-Genéricos (fabricantes de medicamentos genéricos) têm modelos administrativos profissionalizados.
O que levou os empresários desses setores a optarem pela modernização do modelo de suas entidades, assim como ocorreu com a ABLA? A primeira razão é afastar problemas, como a dificuldade de tocar, simultaneamente, suas próprias empresas e a entidade representativa do setor. Colher resultados é o que importa, e é essa a missão dada aos presidentes e/ou diretores executivos que trabalham sob contrato para as associações. Estes executivos são, em geral, contratados como pessoas jurídicas, por períodos não necessariamente coincidentes com os mandatos para os quais é eleita a diretoria.
Os empresários também procuram manter um interlocutor para entendimentos corporativos e, principalmente, com o Governo. A política de ação é definida pelo conselho e/ou diretoria da entidade, formados pelos empresários. Assim como ocorre na ABLA, na Abecitrus, por exemplo, o importante é discutir ações de governo (impostos, controles, administração logística etc.) e participar de entendimentos internacionais (por exemplo, na OMC, OIT e Mercosul).
Não se discute preço, mas acesso a mercados. A Pró-Genéricos chama a atenção para o aumento da importância do processo decisório nas entidades e associações, principalmente porque a intervenção governamental em vários setores tem diminuído ao longo dos anos. Em alguns setores, como os de remédios, açúcar e álcool, surgiu inclusive a necessidade de mudar a cultura da representação corporativa diante da desregulamentação.
Mais do que isso, montar uma estrutura em torno dos empresários para protegê-los e evitar que fiquem sujeitos a retaliações no enfrentamento, seja com o governo, seja com a concorrência, foi a tarefa que se impôs a Abrinq (Associação dos Fabricantes de Brinquedos).
Em 1995, a indústria de brinquedos quase foi dizimada pelo ataque especulativo dos importados e do contrabando. Em 1994, as 750 empresas do setor atendiam a 92% da demanda; no ano seguinte, 536 fábricas haviam quebrado, e as 214 remanescentes ficaram com não mais do que 38% do mercado. Na época, a saída encontrada foi a criação de um programa de salvaguardas, que reverteu esse quadro negativo.
Encontrar novos caminhos é também a missão da Eletros, que reúne fabricantes de aparelhos eletroeletrônicos de consumo. Assim como a ABLA, o desafio da Eletros é sempre agir em perspectiva nacional, evitando qualquer proteção corporativa. A profissionalização proporciona um tratamento equânime para todas as associadas, independentemente do porte de cada uma. Esse fundamento é básico para o sucesso do ambiente associativo.