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Olimpíada: Brasil amplia benefício a motoristas estrangeiros

Olimpíada: Brasil amplia benefício a motoristas estrangeiros

por ABLA

Publicada em 29 de fevereiro, a Resolução 578/2016 do Contran autoriza a estrangeiros de mais de 100 países, não-signatários da Convenção de Viena, a conduzirem veículos no país entre o período de 1º de julho e 31 de dezembro de 2016. Na prática, a medida amplia a permissão para que condutores de um número maior de países possam dirigir temporariamente no Brasil, com vistas a facilitar o trânsito de turistas durante a realização da Olimpíada. Antes da nova resolução, apenas estrangeiros cujos países assinaram a Convenção de Viena podiam dirigir no Brasil com a Carteira de Habilitação válida do país de origem.

Para tanto, além da habilitação válida do país de origem, o condutor deve portar o passaporte ou documento que comprove a data de entra da no país. Somente no caso de necessidade de conduzir veículo no Brasil após 180 dias da data de ingresso no país é que o estrangeiro habilitado terá que solicitar a emissão da Carteira Nacional de Habilitação brasileira. Porém, conforme avaliação preliminar da ABLA, a demanda pelo aluguel diário de veículos durante a Olimpíada de 2016 deverá ser estimulada, predominantemente, por turistas brasileiros. A expectativa de demanda de estrangeiros atinge somente 10% do total de automóveis alugados durante os jogos.

A associação também tem a expectativa de sentir a procura por parte de turistas brasileiros que vivem principalmente em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo para se locomoverem até o Rio de Janeiro. No entanto, a projeção é que apenas as empresas locadoras que trabalham no Rio de Janeiro deverão verificar “picos” de demanda que elevarão as locações, em média, para 75% a 80% da ocupação da frota total disponível para o aluguel diário no Rio. A elevação de demanda por automóveis alugados por dia, no Rio de Janeiro, deverá crescer em média entre 15% e 20%.

Nas outras cidades e estados, a expectativa é de retração da demanda, principalmente em função da queda no número de eventos de negócios durante os jogos. As feiras, os eventos, as convenções e grandes reuniões corporativas que normalmente ocorrem em agosto, no Rio e em todo o Brasil, não deverão ocorrer com a mesma ênfase em função dos jogos.