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A cada minuto e meio, um carro é comprado pelas locadoras

A cada minuto e meio, um carro é comprado pelas locadoras

por ABLA

Na contramão da crise, o setor de aluguel de automóveis cresceu no último ano e o Espírito Santo mostra ter um mercado promissor. Isso porque a cada 90 segundos um carro é comprado no país para esse fim, e, no Espírito Santo, 14% dos automóveis comprados vão para o segmento do aluguel.

De acordo com o diretor regional do Espírito Santo da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), Márcio Gonçalves, a crise provocada pela instabilidade econômica e política do país fizeram o setor de locação de carros sofrer queda. Mesmo assim, o segmento se mostrou forte e crescente, tanto no Brasil como no Espírito Santo.
Segundo ele, o faturamento do setor chegou à cifra dos mais de R$ 16 bilhões em 2015, o que contempla 7.455 locadoras do país, que têm mais de 8.000 pontos de atividade em todo o território brasileiro. “Cerca de 14% dos automóveis comprados no Estado são destinados para o aluguel, e no último ano, nós tivemos cerca de 11.589 carros rodando para locação no Espírito Santo”, comenta.

O diretor regional frisa que o Estado inteiro conta com 154 locadoras, que possuem cerca de 169 pontos de atendimento. “Se pegarmos quanto à proporção, o Espírito Santo mostra que tem potencial nesse segmento, já que no Rio de Janeiro, por exemplo, nós temos cerca de 89 mil carros rodando sob a condição de locação”, aponta.

Gonçalves ressalta que o turismo é o fator que mais faz movimentar o mercado de aluguel de veículos. No entanto, ele diz que em 2015 foi registrada uma queda na demanda do setor de negócios. “23% dos carros alugados são para turismo de lazer e cerca de 21%, em 2015, foram destinados ao turismo de negócio”, diz o diretor regional.

Ele crê que o setor de locação de carros foi responsável por manter e gerar empregos que somam a marca de 472.113 em todo o país, entre serviços diretos e indiretos. “De acordo com dados da Receita Federal, o setor de aluguel de carros foi responsável pela arrecadação de mais de R$ 5 bilhões em impostos”, pondera.